domingo, 21 de agosto de 2011

Em Liverpool, Seatle ou Acre: rock é rock


Já tinha decidido fazer essa postagem sobre outro artista. Mas, aos 47 do segundo tempo, decidi – sem entender bem a razão – ouvir o MySpace de uma banda que, até então, só conhecia por nome: Los Porongas. Bastou ouvir só a primeira música da lista para eu mudar de idéia e resolver postar sobre esses caras.


Los Porongas é formado por Diogo Soares (vocalista e compositor), João Eduardo (guitarra, teclado e efeitos), Márcio Magrão (baixo) e Jorge Anzol (bateria). Eles começaram a tocar em 2003, participaram de vários festivais independentes, dentre eles o Se Rasgum aqui em Belém, conheceram uma galera de renome no meio musical e em 2007 lançaram o primeiro cd de nome homônimo, gravado eproduzido por Philippe Seabra, da Plebe Rube. Esse primeiro trabalho da banda fez um estardalhaço no meio musical – e eu me pergunto até agora onde eu estava que não ouvi isso antes? – e chegou a ser considerado pela revista Rolling Stone um dos melhores 25 álbuns lançados no Brasil em 2007. Nada mal pra um primeiro cd. Deste, faço duas singelas observações: a) trabalho autoral bom pra caralho; b) os quatro tocam pra caralho (e eu chamo atenção para o Jorge Anzol, baterista). Em 2008, Los Porongas lançou seu primeiro dvd, no qual a banda fala um pouco sobre o início da carreira e a saída do Acre para o estado de São Paulo, a fim de divulgar o trabalho que eles estavam fazendo e, obviamente, viver de música.


Em julho deste ano saiu o mais recente cd da banda: O segundo depois do silêncio. Nome nada mais do que apropriado para 4 anos de silêncio entre um cd e outro. Esse novo trabalho saiu pelo Projeto Pixinguinha e conta com participações de Dado Villa-Lobos, na produção da música Sangue Novo; Helio Flanders do Vanguart na faixa Mais Difícil; e Carlos Gadelha, da banda O Jardim das Horas, nas músicas Bem longe e Longo Passeio. É possível perceber algumas mudanças no som da banda - talvez justamente por esse contato direto com músicos residentes em São Paulo.

Para finalizar, li algumas reportagens sobre a banda, os cd’s e influências musicais que eles carregam. Em várias delas fazem uso de termos como “rock amazônico” ou letras com o “imaginário popular da região amazônica”. Não vou aprofundar a discussão sobre essa espécie de 'categorização da categorização' musical que ainda teima em existir, como por exemplo, rock gaúcho, rock de Brasília ou rock amazônico. Mas preciso dizer: rock é rock \m/. Em Liverpool, em Seatle ou no Acre. Assim como Machado de Assis não é escritor de “literatura carioca”, Los Porongas é banda de rock. Ponto. E, pra mim, entrou na lista de banda-de-rock-do-caralho. Fica a dica pra vocês.

“A gente achou que o rock brasileiro estava colorido demais”
Diogo Soares, vocalista de Los Porongas,
em entrevista ao jornal O Globo

# Los Porongas nas redes:

Reclamações, sugestões e xingamentos, por favor, mais abaixo.

2 comentários:

Thiago César disse...

nao costumo mais escutar muito rock, mas até que simpatizei um pouco com o som dessa banda... é sempre bom divulgar esses artistas independentes, principalmente de locais pouco explorados musicalmente como o acre!

Thayanne Freitas disse...

Estou convicta que Camila fala com propriedade sobre o Los Porongas,não somente pelas pesquisas que fez, mas por ter ouvido a banda freneticamente.rsrs Ainda não tive oportunidade de ouvi-la, por isso relutei em comentar antes que isso acontecesse (mas não assisto os filmes recomendados na semana do cinema p/ comentar o post, pq na música seria diferente?). Então no último dia da semana de música, cá estou nos comentários!

É surpreendente pelo menos p/ mim saber sobre uma banda de rock vinda do Acre, fiquei super curiosa e baixei o 2º cd.

Peço desculpas publicamente pela demora nos comentários aos meus parceiros do Apontarte!!*_*

:)