Bem Vindos à semana da Fotografia e de quadro novo!
O “De cara com um profissa” será um quadro de entrevistas com fotógrafos profissionais, os quais darão dicas, sugestões de máquinas fotográficas e muito mais. Espero que esta postagem seja a primeira de muitas!!
Ele já foi fotógrafo do Hangar (Centro de Convenções da Amazônia), atualmente repórter do Diário do Pará e trabalha como repórter fotográfico (freelancer). Tem um Flickr super visitado e afirma que para a fotografia “o que vale é o olhar”. A primeira entrevista do quadro “De cara com um profissa” será com Bruno Carachesti fotógrafo há 6 anos.
#Qual seria o segredo para um amador em fotografia aprender a fotografar?
A princípio o que vale é o olhar, mas acho que o segredo do aprendizado é olhar muitas fotos de todos os jeitos, do clássico ao contemporâneo. Manipular a câmera é o de menos.
#Você acha que é possível conseguir uma foto de efeito com uma compacta (essas máquinas populares mesmo)?
Claro, com as limitações que ela pode apresentar, mas dá para fazer fotos boas com uma compacta sim.
#E qual seria o momento de um amador encarar a compra de uma profissional?
Agora! [risos] Assim, existem boas câmeras reflex, com bons recursos e os preços estão bem bacanas ultimamente. Eu particulamente prefiro a Canon. Já usei Nikon e troquei todo meu kit Nikon por Canon, mas há aqueles que preferem a Nikon isso é uma discussão sem fim.
#E quando falamos sobre amador que a priori não vê a fotografia como profissão, mas como hobby. Você mesmo assim indica a compra de uma profissa?
Sim, sim. Se a pessoa estiver satisfeita com os resultados da compacta, acho que não rola comprar uma profissional, mas no decorrer da vida você vai querer ir mais além, ter o controle das coisas, usar o manual, ter o controle de exposição...
#Um dia me indicaram a câmera T1I para comprar e começar uma vida fotográfica nem tanto amadora assim. O que você acha dessa indicação?
É uma boa câmera, filma e fotografa, mas já lançaram a t2i e t3i. Precisas olhar os prós e os contras. Fotografia é algo muito louco. Assim como tudo, estamos reféns da tecnologia. Então, é preciso ver se os recursos dela já estão ultrapassados. Como te falei, já lançaram a t2i e a t3i, vê se vale a pena investir mais um pouco e pegar uma câmera nova, porque as t1i que estão no mercado são câmeras que a Canon parou de fabricar.
#“Quero muito comprar a Canon g12 e a sensação do momento: a Go Pro” – afirma Bruno Carachesti. Então para um fotógrafo, nunca cessa essa sede de comprar o que é do momento?
[risos] Pois é, estamos reféns da tecnologia do capital. A Canon g12, é uma compacta que tem recursos de uma profissional, muitos fotógrafos profissionais a utilizam como segunda câmera. Já a Go Pro é uma super compacta para esportes radicais. Vem com caixa estanque, uma loucura!! [risos]
#Bruno, e como anda o mercado de trabalho para quem quer seguir carreira na fotografia?
Assim, funciona como qualquer outra profissão, qualquer atividade que você exerça pode dar lucro ou não. Eu conheci uma pipoqueira que construiu uma casa e formou dois filhos na faculdade vendendo pipoca e conheço um cara com mestrado na USP que está fu*** e vendendo o almoço pra comprar a janta. Tem que ser bom, ter estratégia e um bom equipamento ajuda muito!
#Então você pode dizer que, da mesma forma que outra profissão, só os melhores se destacam?
Então, ser bom é pouco, é ficar no meio da massa. Precisa ser excelente, ser atualizado com as novas tendências, ser inovador no olhar, ter estratégia, conhecer pessoas certas, fazer contato com todos e ter um bom equipamento. Levando em consideração tudo isso, a fotografia é diferente de outras profissões? Não adianta você ter um puta equipamento e na hora da pauta não ser inovador, não ter atitude.
Agradeço desde já a colaboração do Bruno Carachesti que foi muito gentil em seus ensinamentos aqui no Apontarte.
Se vocês quiserem conhecer melhor o trabalho do fotógrafo Bruno Carachesti visitem o Flickr
Sites indicados:
"A fotografia é uma cachaça que vicia e é cara"
Bruno Carachesti
Thay Freitas




